EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA BOA MORTE

As Festas

As Festas do Louriçal são, ao mesmo tempo, duas festas. Uma de fé, de missas e procissões em honra de Nossa Senhora da Boa Morte. Outra de convívio, de música, tasquinhas e gente que se reencontra. É dessa mistura que vivem.

De onde vêm as festas

A festa da paróquia é dedicada a São Tiago, padroeiro da vila. Mas a celebração que enche o Louriçal em agosto é outra: a do Convento, em honra de Nossa Senhora da Boa Morte.

Conta-se que, quando se tentou retirar do Convento a imagem da Virgem no seu leito de morte, os animais que a transportavam se recusaram a atravessar o rio. Insistiu-se, e não houve maneira de a levar. A imagem voltou ao Convento, onde permanece e é venerada até hoje.

É esse acontecimento que se celebra todos os anos.

O Convento

O Convento é o centro religioso das festas. É ali que se celebram as missas em honra de Nossa Senhora da Boa Morte e é de lá que saem as procissões.

1631
Maria de Brito, a Madre Maria do Lado, funda o Recolhimento das Religiosas Escravas do Santíssimo Sacramento.
1690—1708
Dezoito anos de obra. O príncipe D. João V toma o Convento a seu cargo, em agradecimento pela cura de uma doença.
Hoje
Casa das Irmãs Clarissas do Desagravo. Também conhecido como Igreja do Santíssimo Sacramento.
O Convento visto do ar: o corpo da igreja ao centro, com a torre sineira e o sino à vista, rodeado pelos telhados de telha do resto do edifício. À volta, as casas do Louriçal e os campos, e ao fundo outra igreja de fachada branca.
  • O interior da igreja do Convento, visto de cima: as paredes cobertas de azulejo azul e branco do chão ao teto, o altar-mor em talha dourada ao fundo com uma imagem num nicho iluminado e flores à sua frente, dois altares laterais e, em primeiro plano, a grade de ferro e os bancos de madeira.
  • O teto pintado da igreja, visto de baixo: uma composição simétrica de volutas, conchas, flores e medalhões em ocre, azul e vermelho sobre fundo escuro, com um elemento dourado em relevo ao centro. Em baixo, o topo dos painéis de azulejo.
  • O claustro do Convento: um pátio rodeado por arcarias de pedra em dois pisos, com um chafariz de pedra lavrada ao centro, entre canteiros de flores e uma palmeira.

Visitas

Terças e sábados, das 14h00 às 16h00.

Fora deste horário, apenas para grupos e com marcação prévia.

Fonte: Turismo Centro de Portugal.

A Procissão das Velas a passar pelas ruas do Louriçal ao anoitecer: a rua cheia de gente, cada pessoa com uma vela acesa na mão, sob os fios de luzes que atravessam a rua de um lado ao outro.

A Procissão das Velas

É o momento mais alto das festas. Na noite de 14 de agosto, depois da missa no Convento, a procissão sai para as ruas da vila à luz das velas. Acompanham-na a Sociedade Filarmónica Louriçalense, a Banda Filarmónica da Ilha e a Filarmónica da Guia.

  • +3 milpessoas, todos os anos
  • 1kmde percurso pela vila
  • 3filarmónicas a tocar

A imagem espera o ano inteiro em clausura e só sai nesta noite. O andor é levado pela quarta secção do Louriçal dos Bombeiros Voluntários de Pombal, em pagamento de proteção recebida em horas difíceis. Os escuteiros ajudam a organizar o cortejo.

As pessoas seguem em silêncio, cada uma com a sua vela na mão. A única música é a das filarmónicas.

O momento mais forte é quando o andor pára em frente à fachada do Convento.

A procissão de 15 de agosto

Na tarde de 15 de agosto, depois da missa das 15h00, sai nova procissão. Acompanham-na a Sociedade Filarmónica Louriçalense e uma guarda de honra a cavalo da Guarda Nacional Republicana.

Como começam as festas

As festas abrem a 13 de agosto, com o hastear das bandeiras e a receção das entidades oficiais. Segue-se a arruada da Sociedade Filarmónica Louriçalense pela vila. Depois, a cerimónia de abertura na Praça Joaquim da Silva Cardoso e a visita aos expositores.

Quatro dias de festa

Quem faz as festas

As festas são organizadas pela Critérios e Tradições, Associação Recreativa, com o apoio da Junta de Freguesia do Louriçal e do Município de Pombal.

A associação foi criada em 2015, por iniciativa da Junta de Freguesia, para dar novo impulso às festas. Não tem fins lucrativos: as receitas de cada edição pagam a do ano seguinte. O resto faz-se com dezenas de patrocinadores, o comércio e as empresas da terra.

As festas, ano após ano

Nos anos sessenta chamavam-lhes as festas do Seco, por serem organizadas pelo doutor Seco, e por aqui passaram nomes como a Amália e a Tonicha.

Em 2025, as festas receberam Mariza, Iolanda e os Santa Maria, no ano em que a Sociedade Filarmónica Louriçalense celebrou 200 anos.